As consequências fatais do tabagismo
Grande parte dos fumadores não tem consciência dos perigos a que expõe o seu corpo a cada cigarro que acende e menos ainda são aqueles que estão cientes de que os efeitos potencialmente mortais deste vício não se manifestam a curto prazo mas após anos de intensa preferência por aqueles.
Aliás, o Tabagismo é referido como um “assassino silencioso”, designação essa que não poderia estar mais correcta, pois não existe lugar a um derradeiro golpe à saúde mas a uma contaminação que ocorre desde o primeiro cigarro e vai sendo paulatinamente alimentada a cada “passa” que se dá, acabando eventualmente por tirar a vida ao seu consumidor.
Contrariamente às efémeras sensações decorrentes do acto de fumar, os problemas daí resultantes são permanentes e irreversíveis, logo, de evitar a quaisquer custos, excepto se desejar uma morte lenta e dolorosa. E se pensa que esta é uma descrição exagerada, nada melhor do que ler com atenção as consequências do tabagismo que enumeramos de forma sucinta nas próximas linhas.
– Fumar aumenta em 700 por cento as possibilidades de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e enfartes nas mulheres durante o período de gravidez, as quais ficam também bastante vulneráveis à contracção de cancro da mama e do útero. Para o bebé isso pode significar uma maior propensão para a obesidade, estatura abaixo da média, aparecimento de sequelas congénitas ou problemas que podem ditar uma morte precoce nos primeiros meses de vida;
– A impotência sexual é a consequência mais comum nos homens, sendo esta uma condição irreversível que pode ser atenuada com determinados medicamentos e recursos de ordem natural, embora estes possam em contrapartida despoletar novos problemas e até mesmo complicar os já existentes nas situações de maior gravidade;
– Os fumadores passivos aumentam o risco de sofrerem de cancro do pulmão, o mais fatal desta enfermidade, em perto de 30 por cento, subindo em 24 por cento a tendência para o surgimento de complicações cardiovasculares. Na prática, as implicações são idênticas às de quem fuma, numa proporção de cerca de 40 por cento em relação a estes últimos, uma elevada taxa para quem escolhe dizer não aos cigarros e mesmo assim pode vir a ser afectado a longo prazo pelas nefastas consequências destes.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), morrem anualmente em todo o mundo mais de três milhões de pessoas devido ao tabaco, um cenário animador se comparado com os cerca de 10 milhões de vítimas que aquela entidade prevê que sejam liquidadas pelo tabagismo em 2020. A preocupação centra-se nos jovens das sociedades modernas, nas quais o vício tem crescido de forma perturbadora, o que deverá contribuir em muito para o aumento de mortes por este flagelo que é o maior causador de doenças evitáveis nos quatro cantos do planeta.
Se não quiser fazer parte das estatísticas negras, adopte um estilo de vida mais saudável com a oportunidade de reduzir praticamente a 100 por cento os mencionados riscos nefastos, mantendo o acto de fumar sem que introduza no seu organismo as substâncias fatais. Como tal é possível? Simples, com os cigarros electrónicos, uma alternativa contemporânea ao tabaco, com sabor análogo aos cigarros comuns mas uma enorme vantagem, não serem potencialmente mortais, algo que já não se pode dizer acerca destes últimos.