Tabagismo na adolescência

28-06-2012 12:38

Os mais proeminentes estudos científicos demonstram que é na adolescência que o vício do tabaco (tabagismo) começa e poucas são as vezes em que tal surge numa fase adulta, estando a média da experiência do primeiro cigarro e consequente adição situada nos 17 anos, um período de mudanças significativas no corpo humano, o que também por esse motivo torna os indivíduos mais susceptíveis ao que os rodeia no seu todo.

Face às tendências reconhecidas pelas investigações independentes, convém perceber o que está na sua base e sobretudo alertar para os malefícios que daí podem emanar, pois embora as substâncias que compõem o tabaco não sejam proibidas por lei, o excesso de ingestão destas tem perniciosos efeitos para a saúde a médio e longo prazo.

Um dos mais relevantes dados é precisamente o supra-narrado, em boa parte resultante dos agentes relaxantes incluídos na massa interna dos cigarros. Porém, apesar de uma ou outra “passa” não ser absolutamente prejudicial, o problema advém do seu consumo permanente, uma vez que aquelas substâncias calmantes são de igual forma aditivas e aí reside a (maior) contra-indicação dos cigarros.

De acordo com recentes estudos, o consumo de tabaco nas sociedades desenvolvidas é mesmo uma das principais causas de morte directa e indirecta, especialmente fatal quando aliada a uma vida sedentária e alimentação desaconselhada. Este crescimento do número de fumadores nestes países está bastante ligado ao modo de vida mas sobretudo aos interesses das multinacionais tabaqueiras, as quais, em simultâneo com o sector do álcool, são as duas indústrias que mais fortemente apostam em estratégias de incentivo ao consumo dos seus produtos.

Os dados do parágrafo anterior assumem contornos de preocupação maior quando a Organização Mundial de Saúde aponta os adolescentes e jovens como os consumidores que mais se têm vindo a multiplicar nos últimos anos, não necessariamente porque sejam criadas campanhas para eles (o que é categoricamente interdito por lei) mas por serem estas as faixas etárias com menor capacidade psicológica de resistir às tentações e ao fruto proibido que são os cigarros e outras substâncias ilícitas derivadas.

Embora algumas das repercussões do tabaco na adolescência já tenham sido delineadas há ainda um longo caminho a percorrer no combate a este problema. É urgente chamar a atenção da sociedade em geral para este flagelo em incremento, tentar criar mecanismos de ajuda e principalmente de prevenção, as únicas “armas” que podem efectivamente auxiliar na redução do tabagismo na adolescência.